Novo visual.

E não é só o blog que está de cara nova. Pequeninha aproveitou o embalo da mudança e passou no salão para ficar ainda mais linda com um novo corte de cabelo...


E aí, como eu fiquei??

A comunicação.

Ai genteS,  preciso contar que estou em estado de graça!
Finalmente cheguei na fase onde consigo entender o que minha filha quer. Finalmente estamos nos comunicando muito bem.

Todo mundo sabe que quando um neném só chora ou então só resmunga e a gente não tem a mínima ideia do que ele quer, é agonizante. Isso sem contar os casos desesperadores... Muitas vezes a Analu chorou e eu tentei dar leite, comida, trocar fralda, tirar ou colocar roupa, brincar, pular, rolar e dar a patinha e nada funcionava. Em último caso, bem último caso mesmo, o jeito era apelar para o paracetamol. E se nem ele desse certo eu me jogava da janela eu acabava chorando junto.
É gente, mãe sofre!!

Mas não estamos aqui para falar de sofrimento, onde eu quero chegar com todo esse drama é que isso passa. Sim, passa! Mamães do meu Brasil (e também fora dele), não se descabelem, uma hora a tortura acaba! Pra mim demorou mais ou menos 1 ano e 5 meses, quem sabe vocês tenham mais sorte e essa fase chegue antes. O jeito é  respirar fundo, ter calma e esperar o tempo passar.

Para vocês terem ideia do grau da nossa comunicação, hoje a Analu avisa quando quer chupeta, quando fez cocô, quando tá com dor, quando tá com fome (nesse caso ainda existem as diferenciações) ela pede comida, mamadeira, iogurte, mingau. Enfim, é uma maravilha! Então é isso, minha filha virou moça e ultimamente a gente bate autos papos. Daqui a pouco ela vai estar me contando que vai pra faculdade, que vai casar, que tá grávida... Será que dá pra dar um pause e curtir mais um pouquinho dessa fase gostosa??

Na hora da refeição...

... nada melhor do que a independência de sentar em cadeira de gente grande e comer sozinha.

Papagaiando.

E foi de uma hora pra outra que eu percebi que minha pequena se transformou em uma pequena papagaia.
Ela já estava falando algumas palavras, mas foi da noite para o dia, que a Analu começou a repetir TUDO o que falamos. Claro que ela repete da maneira que ela sabe. Bebela (a gata) é "Bebele",Thomaz (o gato) é "Mais", chega é "che", água é "au", iogurte é "tê", bola é "béle" e por aí vai... Mas por enquanto, a pronúncia é o que menos importa, o mais bonitinho é ver o esforço da pequena em repetir cada palavra e a felicidade que ela fica quando consegue..
Agora o importante é cuidar pra não deixar escapar nenhum palavrão nas nossas conversas. Desde que a Analu nasceu eu me policio e a todos que estão por perto para não falar nenhuma palavra feia, mas não custa nada ficar ainda mais atenta, né??
Que vai chegar o dia em que vou ouvir um palavrão pronunciado pela Analu, isso vai, eu sei. Mas pelo menos, vou ter a consciência tranquila de que ela não aprendeu comigo...

Querido blog.

Hoje meu papo é só com você.
Estou aqui porque te devo desculpas. Abandonei você por tanto tempo e pra piorar, não tenho nem uma desculpa plausível que justifique todos esses dias da minha ausência..
No começo a "culpa" foi de uma gripe da Analu, já que todos os minutos que eu tinha eram dedicados para dar colo pra pequena, não sobrava tempo pra você. Mas aí ela sarou e cade a mãe pronta pra vir "blogar"??

Agora dá até vergonha de responder, mas já que estamos acertando as contas, preciso fazer uma confissão, eu não vim porque rolou uma preguicinha.. Tudo bem que eu acabei ficando gripada também e só queria saber de não fazer nada, mas a gripe não durou um mês e eu sempre deixava o blog pra depois e cada dia que passava eu pensava: "amanhã eu posto alguma coisa". Assim foram passando os dias e você acabou ficando no esquecimento... Eu não entrava nem pra ver as atualizações das amigas. Feio, né? Eu sei.
Mas eu estou arrependida e não quero mais ficar longe daqui. Então você acha que pode me desculpar?? Prometo que a partir de agora, vou ser mais presente, mesmo que eu venha aqui e não consiga escrever muito.
E então? Posso confiar que não tem mais nenhum rancor entre a gente?

O caso da greve de fome.

Estava tudo normalmente normal...
A normalidade era tanta que eu andava até meio sem assunto... Mas como nada dura pra sempre e eu precisava de um assunto para voltar aqui no blog, a Ana Luiza decidiu que ia parar de comer.
É, simples assim!
Numa certa manhã ela acordou e, como de costume, mamou seus 200 ml de leite e saiu para brincar... No meio da brincadeira veio o pensamento: "A partir de hoje eu só vou mamar, não vou mais comer! Só se me der muuuita fome, aí eu como no máximo uma fruta ou uma saladinha."
E assim aconteceu! Desde esse dia (que eu não sei ao certo quando foi) a Analu começou a ter aversão à comida. E agora na hora do almoço é sempre dia de guerra, de novo!

Sim, de novo, porque quando o pediatra liberou a sopinha, eu e a Analu víviamos guerreando e acertar a colher de sopa dentro da boca da bebê-rebelde era o desafio do dia... Até que que um dia, com 7 meses e meio, ela comeu e a paz reinou na nossa casa. Contei isso aqui.

Bom, o negócio é que ultimamente minha filha não come nada na hora do almoço ou da janta.
Eu tento feijão (que ela sempre amou) e nada.
Eu tento alguma massa (que também sempre foi bem aceita) e nada.
Arroz, nada.
Carne moída, nada.
Batata, nada.
Trituro a comida, nada.
Amasso, nada.
Potinho Nestlè, nada.
Aí eu desisto e dou uma banana. Ela aceita e sai de perto pra brincar...

Então é minha vez de almoçar, preparo uma salada (momento-mamãe-light) e de repente percebo que tem mais gente querendo almoçar comigo. É a Ana Luiza, fazendo todo esforço do mundo pra conseguir roubar um tomate cereja da minha salada. Tá, né? No final das contas o almoço dela foi resumido em uma banana e todos os tomates da minha salada.
No dia seguinte, mesma coisa. Tento dar o almoço, quase levo comida na cara, desisto, dou alguma fruta e quando vou comer lá está minha filha desesperada por um tomate cereja. Como não tem tomate cereja nessa salada, ela se acaba com grão-de-bico...

Bom, depois de todos esses episódios, só posso concluir uma coisa. Minha filha acha que está gorda e está de dieta. Só pode!

1 ano e 2 meses.

Então que a pequena baby já está com 1 ano e 2 meses.
E a impressão que eu tenho é que até completar 1 ano e 2 meses eu ainda tinha uma neném em casa. Mas foi só ficar um mês mais velha que tudo mudou.

Aquela neném que falava poucas palavras: papai, mamãe, neném e au-au. Hoje dialoga com um vasto vocabulário. É tchau-tchau, não-não, eu, vovó e vovô (esses pronunciados wowó e wowô), quero (quél), mais, miau, cocó, pal (palhaço de brinquedo). É assunto (e palavras) para o dia todo de conversa.

Aquela neném que aprendeu a andar relativamente cedo e que, desde então, ficava andando para todos os cantos. Hoje corre para todos os cantos e seu passatempo preferido é subir (também correndo) as escadas da casa da avó.

Aquela neném que ficava esperando o papai aos gritinhos atrás da porta. Hoje coloca o dedinho na boca (fazendo psiu) para quando o papai abrir a porta levar um susto.

Aquela neném que não respondia pergunta nenhuma, agora fala "eu" em alto e bom som, toda vez que ouve alguma pergunta como: "Quem ama a mamãe?" "Quem ama o papai?" "Quem vai tomar banho?"

Aquela neném que passou um ano inteiro totalmente banguelinha. Hoje tem três (sim eu disse três), quase quatro, lindos denticos que são percebidos em cada sorrisão.

E por último, pra derreter mais ainda meu pobre coração de mãe babona, aquela neném que acordava e choramingava. Hoje acorda tranquila, fica em pé no berço e chama: "Mãe, mãe!"